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sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Fernando Seara: mais uma oportunidade desperdiçada?



Era uma entrevista sobre Lisboa, não era? Era uma entrevista sobre os problemas de Lisboa e as soluções que defende para as solucionar, não era? Era uma entrevista sobre a sua visão para Lisboa, não era? Era uma entrevista para defender que é uma real alternativa e não um putativo flop político, não era?

Mas, no fundo, mais uma entrevista cheia de nada e Lisboa, pelos vistos, condenada ao marasmo de ter uma edilidade incompetente e uma oposição inexistente. Agradeço as opiniões sobre a situação nacional, mas o Sr. Fernando Seara não é candidato a Primeiro-Ministro ou Deputado, mas sim a Presidente da CML. E, claro, o título diz tudo: "Terei todo o gosto de ter como vereador o Dr. António Costa".

Enfim, Lisboa vai por bons caminhos...

quarta-feira, 26 de junho de 2013

The writing is back... ao mesmo tempo que o desastre de Lisboa se aprofunda: inevitabilidade do Destino?

Por mais que se tente, há algo que não se pode ignorar: a forma como os lisboetas sentem, de forma atroz, saudades da "sua" cidade. Por mais tempo que este escriba que vos escreve passe tempo em Londres, por entre ruas de civilização baseada na educação e no respeito, e numa cidade funcional (apesar dos seus problemas graves...), algo incontornável surge sempre: Lisboa e o seu estado deplorável, que se vai prolongado sem qualquer forma de solução que seja óbvia.

Exemplos como este, este, este, este, e ainda mais este, levam a clocar a seguinte questão: será que Lisboa está, inevitavelmente, fadada ao declínio fatal e ao esquecimento envolto na mais pura e abjecta politiquice que, infelizmente, transforma Lisboa num espelo diminuto da execrabilidade que domina a política nacional?

Não irei discutir os fundamentos jurídicos que ditam o afastamento de Fernando Seara, ou a sua reacção mantendo a candidatura, nem irei fazer grandes considerações sobre a forma inenarrável como um dos maiores cancros que provoca a destruição insólita de Lisboa ainda pode continuar como candidato a um cargo; ou, ainda, a forma como na política a memória não existe, e se renega o próprio passado de declarações públicas, para ceder sobre o incontrolável desejo de ter poder e de usufruir o poder, sem benefícios que sejam visíveis para Lisboa

O que é uma agrura profunda, é o Tempo passar, e o Espaço continuar igual a si próprio: uma cidade cada vez mais desvalorizada, enredada nos seus jogos politiqueiros; com um Presidente que é dos mais incompetentes que pode haver à face deste País, totalmente incapaz de demonstrar um surto de inteligência mínima para desempenhar o seu papel, porque apenas se preocupa com as suas ambições nacionais, por mais que lhe falte a coragem necessária para ser um verdadeiro líder político e, na altura devida, se ter acobardado e se ter retirado para não ter uma valente derrota - qual chapada de luva branca.

O que é uma agrura profunda, é ver uma cidade com um potencial inesgotável de ser um hub de negócios e de turismo, transformado no playground de putativos "independentes" que mais não são do que paladinos do autoritarismo que nega um dos direitos mais absolutos do Homem: a liberdade, e todos os troncos que saem desta árvore e que permitiram, ao longo de séculos, o desenvolvimento da comunidade (quer seja local, regional ou nacional), sem a intervenção e interverência, inaceitável, de uma Edilidade que se transforma num buraco negro destruidor de vida citadina.

Será que a culpa é totalmente da vida política autárquica? Não totalmente: da mesma forma que, não só se deve criticar os filhos devido aos seus comportamentos, mas também os pais que o permitem; a população lisboeta, deve ela própria, ter noção das suas responsabilidades e, ela própria, determinar e agir para que haja uma verdadeira mudança na esfera da capital deste país plantado à beira-mar.

Quid scripta scripta

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Estado actual da campanha eleitoral para a CML

De momento, eis como se resume o estado actual da campanha para as eleições autárquicas:



Como se pode ver, estamos perante uma campanha eleitoral com motivos de um profundo interesse. Naturalmente.

terça-feira, 2 de abril de 2013

Quem são, afinal, os arautos da limitação de mandatos?

O advogado Pedro Pereira Pinto, é o vice-presidente do Movimento Revolução Branca, que falou de "servilismo e caciquismo político dos partidos e dos autarcas" e interpôs em tribunal acções para impedir candidaturas de autarcas por alegada violação da Lei de limitação de mandatos.

Mas, em 2009, já na vigência da lei de limitação de mandatos, foi ele o mandatário das candidaturas (independentes, sem o apoio Socialista) de Narciso Miranda
aos órgãos autárquicos de Matosinhos.

Narciso Miranda, que liderou o concelho de Matosinhos durante 29 ininterruptos anos.


Em Agosto de 2010,
Narciso Miranda foi expulso do PS, precisamente por ter apresentando listas concorrentes às do seu partido, nas autárquicas de 2009. Em finais de 2011, foi investigado por suspeitas de usar uma associação "para tentar sacar 63 mil euros à Ministério da Saúde".

Ele há coisas...

Entretanto, PSD e o CDS vão mesmo oficializar a candidatura de Fernando Seara à Câmara de Lisboa, mesmo que até lá não seja conhecida a decisão do Tribunal da Relação de Lisboa, que pode anular a deliberação do Tribunal Cível de Lisboa e que impede a candidatura de Seara à capital. O jornal "i" explica que, na ausência de uma decisão favorável da Relação, os dois partidos já têm uma estratégia delineada, tencionando apresentar recurso ao Tribunal Constitucional, o que pode acontecer a cerca de um mês das eleições.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Fernando Seara e a suposta "Revolução Branca": necessidade desta confusão jurídica?



Havia necessidade disto? Havia mesmo necessidade desta confusão toda sobre a possibilidade de se poder ou não se candidatar depois de 3 mandatos?

Curioso é, até agora, as acções estarem concentradas no PSD e o movimento se chamar "Revolução Branca", vai-se lá saber porquê. Fico é à espera de saber se este zelo legal também será estendido a outros partidos... E que fique já bem claro, sob forma de disclaimer, que eu não me revejo em nenhum partido existente em Portugal, antes que os beatos do costume comecem a comentar sem conhecimento.

 Ou seja, quer se queira, quer não se queira, Fernando Seara começa a ficar manchado por razões legais que, infelizmente, não têm a sua responsabilidade pessoal, sendo apanhado pela total incompetência do legislador nacional.

Quer-se a Lei como fonte de Direito? Então aqui tem-se o resultado: uma perfeita degradação total e incompetência atroz que nos deve envergonhar a todos. Enfim...

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Fernando Seara: e que tal mais do que declarações ocas?



Parece que o Sr. Fernando Seara, a área social deve ser um dos pilares de actuação da edilidade. Nada contra esta boa intenção, mas depois usar expressões tão vazias como "Vou olhar para os lisboetas e para as suas dificuldades", até pode parecer bem, mas isso é o mínimo dos mínimos que se pode esperar de um futuro Presidente de Câmara, tão mínimo que nem é preciso dizer.

Não sei se a minha exigência é incomportável para o comum dos políticos deste burgo plantado à beira-mar, mas se o Sr. Fernando Seara pretende convencer-me a votar nele, então, pede-se muito, mas muito mais do que estas declarações ocas e vazias, mas não totalmente dispiciendas.

Actualização: a 12 de Fevereiro de 2013, o voto para as Autárquicas continua a pender unicamente para o voto nulo.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Lisboa: a Caixa de Pandora revisitada



Falou-se em tragédias neste burgo de escribas, com uma visão aristotélica. Falou-se na tragédia de Lisboa, tragédia essa amplificada pelas ambições pessoais de António Costa, essa figura política que eleva o conceito de "inexistência política e ideológica" a todo um novo mundo de ridicularidade incompetente.

Este vosso escriba vem-vos falar de outra tragédia, dos inícios dos tempos. Consta que Pandora, criada por ordem de Zevs, e composta por outros que lhe deram várias características humanas, era uma mulher dotada de uma curiosidade imparável. Consta que, segundo os escribas da altura, que Prometeu lá teve a triste ideia de roubar fogo do Monte Olimpo (personal interpretation). Bem, não muito contente com a situação, lá Zevs se lembrou de castigar o pobre rapaz, apresentando Pandora ao irmão de Prometeu. Não vai de modas, Pandora não foi de mãos a abanar, levando consigo uma caixa com instruções claras para não a abrir. Coitada da Pandora, levada pela curiosidade fez o que não deveria ter feito: abriu a caixa que trazia. E com isso, todos os males do mundo se libertaram. Todos? Segundo os escribas da altura, parece que um elemento ficou dentro da caixa: Elips, o espírito da Esperança. E o que Zevs fez depois desta transgressão? Simplesmente... Exacto... À boa maneira portuguesa, a culpa morreu solteira.

Hoje, em 2013, a tragédia lisboeta continua e as "Pandoras" modernas continuam o seu caminho imparável, soçobrando perante as suas ambições pessoais de índole abjecta. Parece que teremos problemas jurídicos insondáveis no que toca a candidaturas a Lisboa. Eis a primeira caixa de Pandora portuguesa: a total inabilidade e incompetência do legislador nacional, con influência local. Parece que um dirigente do PS já de provecta idade acha que António Costa irá candidatar-se ao burgo tão desejado: a podridão do Rato. Eis a segunda caixa de Pandora: um edil do mais incompetente e inconsequente que há, sem profundidade ideológica alguma, que apenas olha para o seu umbigo e se esquece da cidade que deveria governar com zelo e estima.

De tragédia em tragédia, assim vai Lisboa... Disclaimer: a  07 de Fevereiro de 2013, o meu voto nas autárquicas continua nulo. A pobreza mais degradante continua a vigorar por Lisboa, em qualquer dos lados partidários. Ser politicamente incorrecto é um modo de vida, tenho dito.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Fernando Seara: e que tal umas ideias, não?



Como se prepara uma candidatura a Lisboa? Com ideias, não é? Com programas, projectos, ideias a longo prazo? Claro que sim, porque é o que se espera de um candidato minimamente familiarizado com Lisboa. É, não é?


Actualização: a 01 de Fevereiro, o voto nas eleições inclina-se para o nulo com uma forte mensagem de reprovação.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

António Costa vs Fernando Seara: o que fazer perante esta paródia?



António Costa vs Fernando Seara: o que fazer perante esta paródia?
Entre...

Entrevista sem uma palavra de Lisboa e uma sempre palavra para o País e a coligação

Resposta:

Neste preciso momento, a 28 de Janeiro de 2013, as eleições de Lisboa merecem o meu voto nulo.

Ele está quase a chegar...

O momento da decisão aproxima-se, os nomes alinham-se como planetas no Universo, mas o pormenor dos pormenores ainda não chegou. O detalhe que determinará a competência de todos aqueles que pretendem atingir o mais alto cargo de edilidade, nessa cadeira do poder infestada de narcisos, ainda não chegou. Mas está quase a chegar...

Ele está quase a chegar... E com ele... o candidato dos candidatos...



quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

A Política em Lisboa: jardim infantil contínuo



Consta que Fernando Seara não gostou que um correligionário de partido tenha dito que ele irá avançar por Lisboa. Consta que, ainda melhor, não gostou do voluntarismo desse correligionário de partido, Lesa Pátria! Este número de "virgem ofendida" já é um espectáculo gasto na política portuguesa, que se nega a ser "Política" , para passar a ser algo defendido e praticado por aves necrófilas. Mas que belo arranque da sua candidatura, Sr. Fernando Seara... Naturalmente, Marcelo Rebelo de Sousa teve que dizer de sua justiça, invocando um episódio bíblico: mais um movimento em direcção a 2016.

Consta que alguns sociais-democratas acham que as coisas devem ser "geridas". A boa ou má imagem de um político não é gerida, é criada através da sua acção. E, aqui o que interessa, são duas coisas: terá Fernando Seara, com os meios à sua disposição, feito um bom trabalho? Conhecerá ele Lisboa o suficiente para compreender os seus profundos problemas? Não se pretende um candidato do PSD, ou de outro qualquer partido, frisa-se, que seja um mero pára-quedas ao serviço do interesse partidário em questão. Se Fernando Seara vai a caminho ou não de uma derrota, não sou oráculo. O que me interessa é a pura e dura competência, mais a ideologia constante, nada mais.

Naturalmente, consta que António Costa mandou a sua "bicada" do costume. O seu comportamento inenarrável e errático continua em todo o seu fulgor e esplendor: agora a farpa é para Miguel Relvas. Previsível, demasiado previsível Sr. António Costa, deixe-me que lhe diga. Nem será o melhor dos tiros, não gaste já os seus parcos e quase inexistentes "tiros" políticos, visto que a sua gestão camarária se aproxima dos - 273º. 

Prevê-se uma cinema infantil muito animado. Este vosso escriba cá continuará, divertídissimo, a ver e a observar estes episódios, onde o nível de ridicularidade é díficil de medir.

P.S: sim, é "Sr.", e não "Dr.", antes do nome da pessoa em questão. Nas Nações que consideramos mais evoluídas da Europa, quer se goste ou não, exemplos na Old Albion e na Deutschländ, trata-se as pessoas por Mr. David Cameron e Frau Angela Merkel. Não há cá a saloice profunda e disparatada do "Dr.", "Eng." e mais não sei quantas tretas...

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

E agora? Costa contra....?



Fernando Seara "afastou" hoje a possibilidade de ser candidato contra António Costa...

Depois da borla do Governo a António Costa, agora é a vez de Seara começar a sair de jogo... Haverá alguém com coragem de ir contra António Costa?

segunda-feira, 2 de julho de 2012

The show must go on: Convenção Autárquica do PSD






Consta que houve uma reunião magna nos autarcas sociais-democratas onde o prato principal foram umas considerações mais gerais, em termos nacionais. Mas o que realmente interessa, para Lisboa, é o que se ouve aqui.

The show must go on, diriam os mais sábios da Broadway, e o mesmo se aplica a um dos maiores partidos nacionais, com responsabilidades autárquicas. Não sei se esta indicação é verdade, mas a ser, então a moral vem por aí abaixo e a política torna-se, mais uma vez, e repetidamente, um lugar "sujo": recandidatar autarcas que têm responsabilidade em criar montanhas de dívidas é, simplesmente, inacreditável.

Mas a ratio do post, como a fotografia deixa a indicar, é tecer umas quantas considerações quanto à Convenção Autárquica do PSD. Primeira lógica: convenção cheia de ar que se esvazia à primeira palavra. Ideias para Lisboa? Zero. Visão ideológica sobre Lisboa? Inexistente. Único factor que ressalva? Estender a passadeira vermelha. É admirável como já se avançam candidatos sem que haja um pensamento ideológico sobre Lisboa, preferem-se entreter com escolhas de perfis.

Lisboa é uma cidade sem rumo, perdida nas suas dúvidas e labirintos politiqueiros de busca pelo interesse privado. Lisboa necessita de um pensamento estruturado que visa dotar a cidade de uma visão estratégica a médio/longo prazo, num horizontede 15/20 anos. Lisboa é uma cidade cujo potencial é negligenciado pelos políticos que a governam; Lisboa é um antro entregue ao pior que há do socialismo, mas também entregue a uma oposição amorfa que critica e critica, sem uma noção do que pretende.

Política é a mais nobre arte de servir a Comunidade, não a arte de se servir a si e aos seus. A Política é o instrumento a partir do qual as ideologias fluem e são propostas ao eleitorado, sem constrangimentos ou medo das palavras. Lisboa é um diamante entregue ao mais pérfido dos joalheiros, que a estraga com as suas rudezas e com o seu orgulho pessoal. Lisboa, como âncora de uma visão estratégica que encara o mar e o oceano como os caminhos naturais do povo lisboeta, e consequentemente, português. Isto e outras coisas poderíamos ouvir dos políticos que ousam pensar em tomar conta da gestão da capital; mas o que vimos e ouvimos, se não dá vontade de chorar e deprimir, dá vontade de rir porque a tragédia é cómica demais.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Meter a foice em Seara alheia

Ontem na Assembleia Distrital, e durante a sessão de apresentação do livro "Contributos para uma social-democracia portuguesa" o Presidente da Distrital do PSD de Lisboa aproveitou para, a despropósito, se dirigir a Fernando Seara dizendo:


Claro que perante a impossibilidade de ser candidato à CM Sintra, e perante a óbvia candidatura de Carlos Carreiras à Presidência da CM Cascais, iniciou-se logo a especulação sobre uma candidatura de Fernando Seara a Presidente da CM Lisboa.

Mesmo num cenário hipotético, tenho a dizer desde já que sou completamente contra. Tal como escrevi em Dezembro 2011, num artigo de opinião publicado num jornal local, findos 3 mandatos não deveria ser possível fazer mais 3 num concelho diferente.

Fernando Seara poderá ter feito um bom trabalho em Sintra. Não sei. Não posso avaliar porque desconheço. Mas isso não é condição necessária e suficiente para que fizesse o mesmo em Lisboa. São realidades completamente diferentes. Muito diferentes!

Lisboa precisa de quem a ama, de quem a conhece, de quem a analisou, de quem a estudou, de quem a pensou. Lisboa precisa de quem tenha um conhecimento profundo da sua realidade. E, no caso do PSD, há uma equipa que o tem feito nos últimos anos.