As velhas negociatas voltaram...
Critica-se o poder económico e da banca que vende
warants e futuros, como se tivessem a vender unicórnios, gambuzinos ou
"pós de perlimpimpim", desvirtualizando toda a economia com activos
inexistentes.
E anuncia-se hoje o Acordo entre o Estado Português e a CML, relativamente à propriedade dos terrenos do Aeroporto de Lisboa e do Centro Cultural de Belém.
A questão é a seguinte, se o Estado Português é
dono dos terrenos públicos em Portugal e supostamente é dono das Câmaras
Municipais de Portugal, independentemente das figuras que as liderem, porque
raio vai pagar 286 milhões de euros e 6 milhões de Euros pela propriedade dos
terrenos do Aeroporto e CCB, respectivamente? Se os mesmos estivessem em posse
de privados tinha a sua lógica/razão, neste caso trata-se apenas de uma
justificação para injectar capital Estatal e pertencente a TODO o País, na aquisição
de algo que já é Nosso e de Todos...
Na mesma noticia indicam ainda que em compensação
fica a CML Lisboa com a Parque Expo, tendo previstos custos de 6 milhões de
euros/ano só na recolha de resíduos sólidos e manutenção de espaços públicos,
ou seja, os terrenos do CCB ou os terrenos do Aeroporto durante 47 anos.
Olha-se para o imediato, quer fazer-se liquidez
para se anunciar uma melhoria das contas e enforca-se o município a longo
prazo, com custos fixos e receitas variáveis... Como diz o outro, as dividas
não se pagam... gerem-se... Daqui a uns anos quem cá estiver que invente outras
vendas para criar riqueza.
Isto numa empresa privada era considerado gestão
danosa e causador de falência a médio prazo, no Estado não! Ninguém se importa
se o Patrão tem lucro para manter as portas abertas, importa é em captar
regalias, usufruir das mesmas e preparar o salto para uma boa empresa com um
bom ordenado ou uma reforma choruda e o Povo é que paga!

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