Já aqui tinha dado notícia da tentativa de
António Costa sonegar ao conhecimento público, um relatório intitulado
"Obras Públicas Municipais - Sobre o Estado da Arte" da autoria de
Fernando Nunes da Silva, vereador do movimento Cidadãos por Lisboa,
que aponta graves falhas na contratação de empreitadas pela C.M.L. (em
grande parte ajustes directos, ao abrigo do
"estado de necessidade" (figura que legitima actuações à margem da
lei), a "vulgarização dos trabalhos a mais"." e o pagamento frequente de "quantias muito
elevadas" em juros de mora devidos a atrasos de pagamento aos
empreiteiros.
De recurso em recurso, António Costa
lá esgotou todos os meios processuais que lhe permitiram obstaculizar, o mais
que pôde, a que tal relatório fosse conhecido antes das
eleições autárquicas.
Nesse acto eleitoral, os Lisboetas
deram-lhe mais uma vitória (não venham, depois, dizer que a democracia está em
crise), aliás folgada, mais por incompetência dos partidos que se lhe opunham (lá está...),
do que por mérito próprio (e sem querer tirar a ninguém o que é seu...). Mas isso é uma opinião.
O que já não é opinativo, é o Acórdão agora proferido pelo Tribunal Constitucional. Ao fim de quatro acções
perdidas em tribunal e de dois anos e meio de recusas, Câmara de Lisboa vai ter
de cumprir a lei e entregar documentos onde se avaliava as práticas seguidas
nas adjudicações de obras municipais.
Num
dos recursos que apresentou, o Município teve mesmo o atrevimento de dizer que
esta situação “abre cominho a que todas as decisões políticas e documentos que
as corporizam fiquem sujeitas ao escrutínio público e, eventualmente, judicial,
o que irá conduzir, inevitavelmente, à diminuição/perda da autonomia que deve
caracterizar o exercício do poder político”.
Pois,
é mesmo mais “escrutínio público” e menos “autonomia”, aquilo de que o poder
político precisa… E provavelmente o país não estaria como está, por causa de
governos que António Costa aliás integrou.
Já
agora, gostaria de saber se quem elaborou estes doutos recursos, foram juristas
da Câmara, ou como ouvi dizer, advogados avençados para o efeito, com o
acréscimo de despesa pública que todos nós imaginamos…
Já aqui tinha dado notícia da tentativa de António Costa sonegar ao conhecimento público, um relatório intitulado "Obras Públicas Municipais - Sobre o Estado da Arte" da autoria de Fernando Nunes da Silva, vereador do movimento Cidadãos por Lisboa, que aponta graves falhas na contratação de empreitadas pela C.M.L. (em grande parte ajustes directos, ao abrigo do "estado de necessidade" (figura que legitima actuações à margem da lei), a "vulgarização dos trabalhos a mais"." e o pagamento frequente de "quantias muito elevadas" em juros de mora devidos a atrasos de pagamento aos empreiteiros.
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