Estão a
chegar as eleições autárquicas. Nesta fase todo o país vive um período de
escolhas. O Pensar Lisboa depois das voltas às Juntas de Freguesia começou também
a ouvir candidatos nestas eleições. Depois de Alvalade, Estrela e Parque das
Nações, continuamos na freguesia do Parque das Nações e entrevistámos o
candidato da coligação Sentir Lisboa, Paulo Coelho a quem agradecemos a
amabilidade de nos responder.
Pensar Lisboa - Fale-nos da ligação do
Paulo com o Parque das Nações?
Paulo
Coelho - Bem, de forma a apresentar-me eu sou o Paulo Coelho, tenho 46 anos. Sou advogado
e resido e trabalho no Parque das Nações desde 2001.
A
disponibilidade pessoal, o conhecimento do território do Parque das Nações, a
experiência profissional e institucional são uma mais valia para a nova Junta
de Freguesia do Parque das Nações.
Pensar Lisboa - Como vê a existência da
nova Junta de Freguesia do Parque das Nações?
Paulo
Coelho - É fundamental para a criação de uma identidade e coesão territorial e
para dar resposta às necessidades de proximidade dos cerca de 20 000 habitantes
da nova Freguesia do Parque das Nações.
Pensar Lisboa - O que o leva a concorrer ao
cargo de Parque das Nações?
Paulo
Coelho - Tenho experiência profissional e institucional na regulação, gestão e organização do
território, autarquias locais, desenvolvimento regional e ambiente, colaborei
em todos os projetos emblemáticos que foram promovidos para a Expo 98, bem como
em projetos de requalificação urbana e intervenção urbana, designadamente, o
Casal Ventoso, em Lisboa, a Quinta do Mocho, em Sacavém e a Quinta das Mós, em
Camarate, estes últimos Loures. Colaborei como adjunto e chefe de gabinete em 4
gabinetes ministeriais nas áreas das autarquias, ordenamento do território,
desenvolvimento regional e ambiente, em estreita colaboração com a Associação
Nacional dos Municípios (ANMP) e a Associação Nacional de Freguesias (ANAFRE) e
institucionalmente com organismos tutelados como o Parque Expo, SA, com as 5
Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regionais de Lisboa e Vale do Tejo,
Norte, Centro, Alentejo e Algarve, a Direção Geral do Ordenamento do Território
/ Direção Geral do Território, a Direção das Autarquias Locais, Instituto
Nacional de Habitação e Agência. Portuguesa do Ambiente /coordena a
equipa Nações Unidas.
Estou a
colocar a minha disponibilidade pessoal e experiência institucional ao serviço
do bem público e da coisa pública no Parque das Nações.
Pensar Lisboa - Qual o seu grande objectivo
para o próximo mandato?
Paulo
Coelho - A Educação é o grande desafio e a nossa aposta.
Os habitantes do Parque das Nações
são jovens, qualificados e exigentes. Portanto, áreas como a educação, a
ciência e a cultura exigem de nós uma intervenção adequada às expectativas de
quem aqui vive e trabalha, sempre com o futuro no horizonte.
O estado atual do parque escolar
da freguesia impõe que se encontrem soluções urgentes. É preciso terminar a
segunda fase da Escola Básica do Parque das Nações na Zona Sul; recuperar e
promover o projeto da escola na Zona Norte; recuperar o prestígio da Escola
Básica Integrada Vasco da Gama; integrar a Escola Infante D. Henrique no
projeto educativo do Parque das Nações; e impulsionar a criação de um estabelecimento
de ensino secundário na freguesia.
Pensar Lisboa - Porque devem os eleitores do Parque das Nações votar
na sua equipa?
Paulo Coelho - O nosso projeto foi
pensado e será executado por uma equipa multidisciplinar, desti tuída
de preconceitos e individualismos, em torno de um objetivo comum: a criação de
uma cultura de bairro, que faça justiça ao slogan da nossa candidatura – Nações
Unidas.
Pensar Lisboa - Aconselharia as pessoas a
mudarem-se para o Parque das Nações? O que o fascina e desmotiva na sua
freguesia?
Paulo
Coelho - Aqui, no Parque das Nações, à beira deste magnífico estuário, podemos
e queremos ser felizes. Isso depende de cada um de nós, saber respeitar e viver
este lugar. Este lugar que tudo nos dá e quase nada nos pede. Depende apenas de
nós fazermos deste lugar, a nossa terra, um lugar ótimo para viver. E nesta
matéria, como quase sempre, ninguém pode ficar de fora e demitir-se, na
confortável posição do “eles” ou “não tenho nada a ver com isto”. A forte
identidade do Tejo é, desde logo, uma mais-valia para todos nós no Parque das
Nações, a nosso território assenta numa base social e económica muito ligada ao
rio que ao longo do seu curso molda a paisagem e que, através dos tempos,
convidou o Homem a desenhar as suas atividades e usos do território em harmonia
com as características biofísicas locais.
Desde
sempre, o Tejo atraiu pessoas. Assim continua a ser hoje. O Tejo do nosso
Parque das Nações enriquece a alma de quem o vive, nem que seja pela
contemplação de um final de tarde. Quem tem o privilégio de puder viver o Tejo,
como todos nós no Parque das Nações, não pode virar as costas a esta dádiva.
Quanto
à questão da desmotivação, vejo este assunto pelo lado do desafio, e na verdade
o nosso desafio e da nossa comunidade é a educação.
Pensar Lisboa - Que avaliação faz da cidade
de Lisboa?
Paulo
Coelho - Temos que lançar Lisboa para o futuro, estimular.
Acompanhar
e desenvolver todos os projetos turísticos é fundamental, numa lógica de
empreendedorismo, criação de emprego e coesão social.
A
reabilitação dos espaços urbanos é prioritária, o parque urbano, mesmo o de
natureza municipal merece um acautelamento urgente face a estados de degradação
avançados.
As vias
de comunicação dentro da cidade estão muito deterioradas e desgastadas, alternativas
viárias, implementação do uso de transportes públicos e reabilitação das vias
são intervenções urgentes.
Pensar Lisboa - Qual será a sua ligação com
o futuro executivo da CML?
Paulo
Coelho - Empreender todas as ações e mecanismos necessários para promover e dar
respostas às necessidade da população residente no Parque das Nações.
Pensar Lisboa - Como vê a função de uma
Junta de Freguesia?
Paulo
Coelho - A proximidade com a população, fazem da Junta de Freguesia o primeiro
local que a população vai passar a procurar para dar resposta às suas
necessidades.
Pensar
Lisboa - Acha que o contexto nacional pode influenciar as eleições autárquicas?
Paulo
Coelho - Relativamente ao território do Parque das Nações penso que não.
Estamos a tratar de uma nova realidade e pela primeira vez os habitantes do
Parque das Nações vão pronunciar-se para escolher os seus líderes para a gestão
do nova Freguesia.
Pensar Lisboa - Como vê o surgimento de
candidaturas independentes?
Paulo
Coelho - No território do Parque das Nações há neste momento independentes a
concorrer.
Pela
avaliação das propostas e perfis dos independentes, entendo que falta músculo e
conhecimentos institucionais adequados para promover a gestão das necessidades
e interesses da população residente no Parque das Nações.
Recordo
também que nas atuais estruturas representativas dos municípios e das
freguesias, como a Associação Nacional de Municípios e a Associação Nacional de
Freguesias não há independentes, em qualquer um dos níveis destas estruturas.
Pensar Lisboa - O que recomendaria a um turista para visitar no Parque
das Nações?
Paulo Coelho - A beleza do
estuário do Tejo, como disse Sophia de Mello Breyner Andresen ““Aqui e além em Lisboa ─ quando vamos com pressa ou
distraídos pelas ruas, ao virar da esquina de súbito
avistamos Irisado o Tejo: Então se tornam, Leve o nosso corpo e a alma alada”.
Em
matéria de equipamentos O Oceanário, o Pavilhão do Conhecimento, o Teatro
Camões, a Marina, o teleférico, ver um espetáculo no Pavilhão Atlântico ou no
Casino Lisboa, ficar num dos fantásticos hotéis que temos no Parque das Nações,
experimentar a variedade da gastronomia disponível nos restaurantes da nossa
Freguesia e fazer compras no comércio local.
Pensar Lisboa - Numa palavra o Parque das Nações é?
Paulo Coelho - Ser feliz à beira Tejo

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