É verdade. O tempo passa. Quem não se
lembra desse momento alto para o nosso País? Fomos centro do mundo. Juntámos
nações, criámos um espaço único e recebemos de forma condigna cidadãos de todo
o globo.
E o que ficou
desse grande momento? Bem. Eu sou suspeito. Gosto da zona e actualmente sou
habitante no Parque das Nações. Não tenho a veleidade de dizer que é a
melhor zona de Lisboa. Aliás, em Lisboa é difícil encontrar a melhor zona.
Mas, o que foi a Expo e o que é hoje o
Parque das Nações deixa-nos um misto de orgulho e esperança. Ora, como sabemos,
o que antes era uma zona industrial, “suja”, afastada dos lisboetas,
transformou-se numa nova cidade. O Parque das Nações tem hoje uma cultura própria
e uma vida que irá culminar num processo há muito pedido de constituição de uma
Freguesia. Nos tempos que correm agrupar com sentido o território é um
imperativo e uma ligação afectiva aos seus habitantes.
Lisboa deve ter no Parque das Nações uma fonte
de inspiração. É possível dar a volta a uma zona do território de forma a dar
vida, trazer pessoas e abrir empresas. E a ligação ao Tejo. A forma como as pessoas passam os seus dias, os espaços verdes e locais para fazer desporto. A ligação entre pais e filhos a brincarem ao fim-de-semana. Hoje, como pólo habitacional e
empresarial, tem também no turismo uma base de expansão económica. A abertura
de mais hotéis, de restaurantes, lojas, a construção da nova igreja, os infantários
e colégios, as clínicas e farmácias, fazem desta zona uma zona com esperança. Nem
melhor, nem pior que as outras. Mas com a certeza de que é uma zona autonomia e
com vida própria!
Venham mais 15! Mais 50! Mais 100! Sempre
com dinamismo e vontade de acolher tudo e todos.



Uma zona maravilhosa da nossa Lisboa
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