Na semana passada, na madrugada
de quarta-feira, um jovem francês foi baleado em plena discoteca Urban
Beach.
Notícia em: http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/portugal/turista-baleado-no-urban-beach
As “cenas de pancadaria” são
muito frequentes nas noites Lisboetas, como muitos de nós vêm assistindo, e na
maioria das vezes por motivos irrisórios. Porém, parece que o cenário se está a
agravar e a insegurança a instalar-se cada vez mais.
Mas, sinceramente, o que se
passou naquela madrugada nem me espanta muito tendo em conta a falta de
vigilância que existe na entrada destes estabelecimentos (pelo menos nas que eu
frequento e conheço).
Para que alguém consiga entrar
num estabelecimento nocturno com uma arma é porque não houve a devida revista.
Na realidade, não existe um
verdadeiro cumprimento do Decreto-Lei Nº
101/2008, de 21 de Agosto (http://www.pgdlisboa.pt/pgdl/leis/lei_mostra_articulado.php?nid=1055&tabela=leis&ficha=1&pagina=1&)
na maioria das discotecas. Apesar de apresentarem uma
equipa de segurança privada esta não executa o seu trabalho na íntegra, e por
isso, de vez em quando nos deparamos com estas tristes notícias.
Felizmente, estas situações ainda
não são a regra da noite em Lisboa, mas poderiam sempre ser evitadas se
existisse um maior rigor com a pessoas que deixam entrar nestas casas pois, são
locais que têm capacidade para acolher centenas de pessoas, e a maioria delas
ingere quantidades elevadas de bebidas alcoólicas alterando o seu
comportamento.
Para além da gravidade do
acontecimento estamos a falar de um turista, que com toda a certeza ficou com
uma má imagem da cidade por um erro grave da segurança que tinha a obrigação de
bloquear a entrada de armas no estabelecimento.
Mas, nem tudo são más notícias, e
como se costuma dizer “há males que vêm por bem”. No fim-de-semana
imediatamente a seguir ao sucedido alguns estabelecimentos nocturnos de Lisboa
estavam acompanhados de um carro e agentes da PSP.
Este acompanhamento parece-me
fundamental de forma a garantir uma actuação rápida e eficaz perante os
infortúnios que estão constantemente a verificar-se na noite de Lisboa.
Esta medida não é nova, mas caiu
no esquecimento, e foi preciso um acontecimento gravoso para que voltasse a
estar em prática, o que é muito triste.
Na mesma noite, um rapaz desapareceu
depois de frequentar a mesma discoteca, e foi visto pela última vez à porta da
mesma. Têm sido muitas as tentativas de encontrar o rapaz, e por isso aqui fica
o nosso contributo com a divulgação da fotografia.
É de louvar as medidas que têm
vindo a ser tomadas ao longo destes últimos anos quanto à segurança na noite da
nossa cidade, mas é preciso mais. Já existe algum acompanhamento em algumas
zonas de grande afluência nocturna, mas este trabalho não deve ser apenas das
polícias, mas de todos os cidadãos, em conjunto.
Este é um tema da maior importância porque a
noite também é uma das atracções da nossa cidade.

Não resisto a continuar o post da Ana Malheiro.
ResponderEliminarAlgumas (poucas) discotecas de Lisboa (e não só), permitem-se a exceder para o triplo a capacidade máxima admitida. Nunca há uma inspecção... Jovens, aos milhares. E normalmente, não são abstémios… Apesar de visivelmente alcoolizados, ébrios, mesmo, continuam a ser servidos.
Claro que nada disto ocorre no URBAN.
Também não há uma única pessoa que tenha presenciado uma agressão no URBAN, perpetrada por “seguranças”, fardados ou não. Nunca por lá uma discussão foi salutarmente sanada com uma cotovelada nos dentes… Há pouco tempo, um amigo meu residente no estrangeiro, filho de um ilustre advogado lisboeta, ficou no chão uns bons 10 minutos a enfardar pontapés… Não foi no URBAN, claro...
Os seguranças da discoteca URBAN, são conhecidos pelo seu trato delicado. Aliás, a maioria dos seguranças que actuam nas discotecas do grupo K, possuem este predicado.
E alguém acredita que as funções de Segurança, são apenas exercidas, nas discotecas de Lisboa, por indivíduos “encartados” pelo Ministério da Administração Interna, empregados de empresas de segurança e vigilância?
Confissão: Nos meus tempos de universitário (e já lá vão 10 anos), ganhei uns cobres a trabalhar como segurança. Recordo-me da noite em que fui obrigado a imobilizar um tipo com um ataque psicótico. Conheço muito bem os meandros e os problemas da noite. E digo-vos duas coisas: Primeiro, ser segurança não é mesmo para qualquer um. Requer capacidades sobre-humanas no que respeita ao autocontrole; Segundo, a única coisa que me surpreende, é não haver mais mortos, feridos e desaparecidos…
Cara Ana,
ResponderEliminarExcelente post. A noite lisboeta é mesmo um terror.
João Baganha Santos
Bem tanto para dizer...
ResponderEliminarGASOLINA E FOGO naquilo... ainda era gajo para ir a uma noite no Urban, para ver aquilo a arder... tipo festa de despedida.
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