Criar consensos é uma arte, uma arte que exige uma tarefa árdua e cedência mútua para chegar a um resultado equilibrado que agrade a ambas as partes. A propósito desta notícia, e dos argumentos utilizados, fica a dúvida, pergunta essa que serve para Lisboa, no seu todo,
Que futuro para o Bairro Alto e para os bairros históricos? Que futuro para Lisboa?
Deixo à consideração do leitor.

Ora aqui está uma questão bem complexa.
ResponderEliminarDe facto, acredito que para quem more na zona, suportar o barulho diário e as confusões inerentes ao "mercado da noite" seja algo complicado.
Porém, é um negócio. Rende. Emprega pessoas. Cria uma dinâmica para a cidade.
Aqui tem muito que ver com a cultura portuguesa. O não sair de casa. Os nossos vizinhos espanhóis, gostam mais da noite, das tapas, dos copos. Por cá, a telenovela impera ainda...
Mas como dizes Pedro. O consenso é uma arte mesmo!
ResponderEliminarPois é Diogo, that's the big problem. A minha experiência como viajante e estudante no estrangeiro diz-me que pode existir comércio em bairros históricos numa cidade (Berlim, Londres, Vilnius, Varsóvia...). Mas, como dizes e muito bem, estamos também, e quiçá, principalmente uma questão cultural de uma Nação.
ResponderEliminarSendo a arte do consenso uma das mais difíceis, talvez, a mais difícil em Política, parece-me que a resposta à minha questão passará por determinar em que ponto o interesse, legítimo, dos comerciantes choca com o interesse, legítimo, de ambiente sossegado exigido pelos moradores.
Parece-me, pois a resposta não é simples, nem unívoca, nem existindo uma resposta totalmente correcta, que a dinamização cultural e comercial de uma cidade é imperativa para o seu bom desenvolvimento. Dentro de regras, de regulação, mas sempre com o vector nuclear da iniciativa privada.
Será que o conjunto dos empregos, do rendimento, do lucro e da dinamização da zona compensa a perturbação da tranquilidade?
Teoricamente parece-me que sim; na prática, não tenho certezas.